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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Leny Andrade faz show em Vitória na Spírito Jazz

Neste fim de semana que vem, a diva Leny Andrade desembarca em Vitória para fazer um show no Spírito Jazz. Leny que esteve na cidade em dezembro passado num show lindíssimo com o maestro Gilson Peranzzetta, volta agora com seu trio composto do pianista e arranjador Fernando Merlino, do baixista Jamil Joanes e do baterista virtuoso Erivelton Silva. Imperdível pra todos os amantes de Leny!



Alaíde Costa - show pra homenagear Dolores Duran



ALAÍDE COSTA dispensa apresentações e chega a Vitória com um show tributo para uma das personalidades mais marcantes e importantes da música brasileira, Dolores Duran. Neste show em sua homenagem, Alaíde Costa vai mostrar, em primeira mão, ao público capixaba uma canção inédita de Dolores em parceria com Edinho do Trio Irakitan, que tem o título provisório/definitivo de Musica Desconhecida. Alaíde conta que aprendeu esta música informalmente com o próprio Edinho, ele ia cantando e ela  memorizava. Esta música não tem nenhum registro, nem partitura. Outra composição incluída no repertório, raramente executada é Outono, composta por Billy Blanco para Dolores, na época em que eram namorados.


GILSON PERANZZETTA é maestro, pianista, compositor, arranjador, orquestrador. Um artista brasileiro que tem na sonoridade de seu trabalho as cores de seu país. Seu estilo personalíssimo - às vezes lírico, às vezes vigoroso – alia a  técnica perfeita à emoção. Sua música tem o traço inconfundível da sua personalidade criativa e delicada, que é admirada por grandes músicos e intérpretes do Brasil e exterior.


No repertório do show algumas canções antológicas como a Canção da Volta (Ismael Neto e Antonio Maria), Estrada do Sol (Tom Jobim e Dolores Duran), Ternura Antiga (José Ribamar e Dolores Duran) e muitas outras pérolas.


VEJA A MATÉRIA DE EDNEY SILVESTRE PARA O BOM DIA BRASIL SOBRE O SHOW
Resgatada canção inédita, esquecida, de Dolores Duran


SERVIÇO:
ALAIDE COSTA E GILSON PERANZZETTA
Um tributo a Dolores Duran
Data: 04 e 05 de dezembro (sex e sab) às 22h
Local: Spírito Jazz
Rua Madeira de Freitas, 244, 1º piso do Via Cruzeiro Mall
Praia do Canto – Vitória – ES
*Referência: em frente ao Yazigi da Praia do Canto
Ingressos: R$ 50,00
Pagamento: Cartões Visa, Mastercard e American Express.
Reservas de mesas: (27) 3225 5783 / (27)-99561001 das 13:00 às 18:00 


ENTREVISTAS EM VITÓRIA PELO: (27) 9700-2950

Micaela Souza/Assessoria de Imprensa & Marketing de Rede
carambolaproducoes@gmail.com
Nextel: (21) 7832*6040

sábado, 14 de novembro de 2009

Flávio Chamis - fusões do clássico e do popular


O querido amigo e músico de grande talento, o maestro Flávio Chamis que mora no norte das Américas, precisamente em Pittsburgh, me mandou dia desses um link para audição de seu mais novo trabalho de pesquisa e composição. Estou falando do projeto dele intitulado Jazz-Bach. Eu não podia deixar de compartilhar a beleza dessas composições com vocês e de mencionar a sofisticação desse material que está virando disco e sendo mixado por ele devagar. Espero que chegue logo por aqui para deleite meu e de muitos admiradores do trabalho do Chamis. Vai o link http://www.classicalconnect.com/#/browse/composer/Flavio_Chamis_-_J.S._Bach/play



Viva a música!!

Discos imperdíveis - Coisas, de Moacir Santos


Conheci Moacir Santos em 2004. Era a gravação de um piloto para um programa da TVE de Alagoas e ele foi levado para falar de música e da sua carreira. O programa nunca foi ao ar, mas foi uma rara oportunidade de conhecer o mestre.
Anos depois, reencontrei-o no Bar Trilha do Mar, onde tocávamos Jazz e Bossa Nova nas tardes de sábado. Ele terminou dando uma aula de harmonia ali, ao vivo, para todos os presentes.
Tomou uma garrafa de vinho, conversou bastante com os músicos e pediu: “Nunca parem de tocar”. Disse que a música ao vivo estava cada vez mais rara em todas as partes do mundo. Foi embora.
Mestre dos mestres Moacir saiu muito cedo do interior para Recife, depois seguiu para Salvador e Rio de Janeiro. Daí para os Estados Unidos e para o mundo.
Difícil escolher um adjetivo que o descreva. Geralmente, chamamos de coisas aquilo que não pode ser descrito em palavras. Gravado em 1964 e lançado em 1965, Coisas foi o primeiro disco de Moacir no Brasil.
No álbum, o instrumentista tece essências musicais de diversas naturezas, tambores, cantos, enlaces de instrumentos de sopro.
Em April Child, que também é cantada pelo Mestre, é possível notar o bom gosto dos arranjos e o vigor dos contrapontos, onde os instrumentos conversam e se fundem em timbres raros e extraordinários.
Outras canções surgem sob a alcunha de “Coisa” seguida de uma numeração. É assim com Coisa nº 6. Nela, Moacir põe seu saxofone barítono à frente e provoca uma grande festa de ritmo e alegria.
Essa é a magia do grande arranjador. Criar novos sons da fusão dos instrumentos. O gene de Moacir foi o mais importante passageiro desse navio chamado África, que aportou no Brasil trazendo os escravos. A sua música foi o link para o aparecimento de diversos músicos da nossa geração.
Com uma criatividade ímpar, ele se tornou ídolo de vários músicos da MPB, como Gil, Milton, Djavan, Mario Adnet, Zé Nogueira, Cristovão Bastos, Teco Cardoso e tantos outros. Conquistou devotos, a exemplo de Ed Motta. Coisa fácil de se compreender.

Felix Baigon é contrabaixista


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Milton Nascimento no Carnegie Hall em novembro







quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ava Araujo faz show em Vitória no Spírito Jazz


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Em julho a cantora e compositora Ava Araujo fez no Spírito Jazz um dos shows mais elogiados do ano em Vitória. Como parte das comemorações de aniversário da casa, ela volta a se apresentar naquele palco dias 27 e 28 de novembro com um novo trabalho intitulado “Artigo de Luxo – um tributo às divas da música”. O show é uma homenagem as intérpretes que mais influenciaram a carreira da cantora. Para compor este cenário de canções antológicas e marcantes em sua vida, Ava Araujo selecionou grandes sucessos como Ilusão à Toa (Johnny Alf) gravada por Leny Andrade, Take the “A” Train (Duke Ellington) gravada por Ella Fitzgerald, Bala com Bala (João Bosco e Aldir Blanc) gravada por Elis Regina, My Funny Valentine (Lorenz Hart e Richard Rogers) gravada por Sarah Vaughan e Corcovado (Antonio Carlos Jobim), gravada por Rosa Passos.

INFORMAÇÕES SOBRE AVA ARAUJO ACESSE www.myspace.com/araujoava

SERVIÇO:
AVA ARAUJO - “Artigo de Luxo – Um Tributo às Divas da Música”
Data: 27 e 28 de novembro (sex e Sab) às 22h
Local: SPÍRITO JAZZ
Rua Madeira de Freitas, 244, 1º piso do Via Cruzeiro Mall
Praia do Canto – Vitória – ES
*Referência: em frente ao Yazigi da Praia do Canto
Ingressos: R$ 40,00
Pagamento: Cartões Visa, Mastercard e American Express.
Reservas de mesas: (27) 3225 5783 / (27)-99561001 das 13:00 às 18:00 

        
INFORMAÇÕES DO SHOW EM VITÓRIA: (27) 97002950
Micaela Souza/Assessoria de Imprensa e Marketing de Rede
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Skype: micaelasouza
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domingo, 8 de novembro de 2009

Caetano ataca de novo - por Régis Bonvicino - Último Minuto


É bastante provável que Caetano Veloso vá votar em Marina Silva porque ela é (embora disfarce) criacionista, ou seja, não acredita na evolução das espécies, em Charles Darwin. O CD "Zii e Zie" (2009) não fez sucesso. O filme "Coração Vagabundo" (2009) idem. Veloso não produz nada digno de nota há – seguramente – duas décadas. Seu momento pós-tropicalista é desigual. Seu cancioneiro lírico-amoroso, basicamente, heterossexual, é papai-mamãe, convencional: idealiza o amor e o trata com “raiva”, cinismo e ou ironia, para posar de amante rejeitado pela musa ou “conquistador”, lirismo vazado, muitas vezes, em jargão da moda, que, em seu caso, substitui a própria ideia de letra, de lyrics.



Enumero algumas canções nessa trilha: “Eu te amo”, “Vera gata”, “Dom de iludir”, “Ela e eu” e até “Queixa”, que, para narrar uma situação de amor aberto, usa “vocábulos” kitsch, metáforas horrendas: “Princesa, surpresa, você me arrasou / Serpente, nem sente que me envenenou / Senhora, e agora me diga aonde eu vou / Senhora, serpente, princesa”. Sem falar, no caso, na assonância, musicalidade, de ouvido mouco. Veloso é abstratizante em suas letras – vago, para parecer profundo. Não há concretude de linguagem, exceto no curto período tropicalista. E, depois, aqui e acolá. Suas canções são musicalmente pobres, quadradas, sem a força primitiva das de um Jorge Ben Jor. Veloso é um anti-Sam Cooke, que fazia do simples e direto algo de extraordinário.
Como não faz mais sucesso de estima e nunca fez de massa, Veloso se vale da velha tática. Atacar alguém, para levar público ao show. Desta vez, foi Luiz Inácio Lula da Silva, chamado de “analfabeto” e “grosseiro e cafona” ao falar. Quis surfar em popularidade alheia. De fato, um dos maiores erros de Luiz Inácio Lula da Silva foi ter nomeado Gilberto Gil para ser seu Ministro da Cultura e, depois, de ter “empossado” Juca Ferreira, o discípulo do autor de “Aquele abraço”. Ao ser indagado sobre a Lei Rouanet, do qual tem se beneficiado há década, Veloso se calou, saindo-se com essa: “Não sou muito bom nesse negócio”. Imagine se fosse. Dois exemplos recentes: a turnê do medíocre "Zii e Zie" foi autorizada a captar recursos milionários por Ferreira, contra parecer da comissão do MinC que examina os casos. "Coração Vagabundo" foi igualmente em parte financiado por essa Lei.
Ou seja, ele foge do debate de assuntos culturais. Esconde sua cabeça, como sempre fez. A Lei Rouanet transformou a cultura em objeto de comunicação social de corporações: na verdade, acabou com a cultura, com o conceito de o Estado amparar a cultura e não estimulou a criação de um mercado, que é pujante no liberalismo anglo-americano, que Veloso, na mesma entrevista, declara-se admirador. A Lei Rouanet precisa ser revogada. Claude Lévi-Strauss define cultura: “Em sua acepção geral, cultura designa o enriquecimento esclarecido do juízo e da capacidade de distinção”. Veloso, como aponta Francisco Alambert, em nome da cultura, promoveu, desde os tempos do tropicalismo, a indistinção geral. O que no tropicalismo era, entretanto, abertura, tornou-se depois mero mecanismo de mercado, farsa.
Veloso incorporou do conceito de Lévi-Strauss o termo “enriquecimento esclarecido”. Por isso talvez admire políticos quatrocentões como Aécio Neves, Ciro Gomes ou Mangabeira Unger – que eu nunca soube distinguir do Professor Pardal. Em virtude de seu “enriquecimento esclarecido” talvez critique a “vulgaridade” de Luis Inácio Lula da Silva e a paulistanidade deste e de José Serra, o “italianinho” – ambos produtos da “decadente” USP. Diz, como sempre, barbaridades: “O Serra é o tipo do cara que, se tivesse ganho no lugar do Lula, em 2002, teria trazido mais problemas à economia brasileira. Ele teria feito um governo mais à esquerda e a economia talvez tivesse problemas que não está tendo porque o Lula fez a economia à direita”. E conclui do alto de sua “cátedra”: “O Lula foi mais realista do que o rei. Foi bom, a economia deslanchou”. O governo Lula tem problemas, falhas, mas Luis Inácio Lula da Silva é o presidente mais forte que o Brasil teve depois de Getúlio Vargas. É um mito, aqui e alhures, com uma trajetória política. O “literato” Sarney fala bem e, como Veloso sabe, proibiu o filme "Je vous salue Marie", de Jean-Luc Godard, quando era “presidente”.
Não votarei em Marina Silva. Ela integrou o governo Lula por seis anos e, nesse período, não executou um projeto sequer de peso. Limitou-se a “bloquear” a ação alheia, segundo divulga. Suas opiniões são as de um cidadão comum, embora tenha sido Ministra de Estado. Não se fez propositiva, não se impôs. Ela não é a soma de Lula da Silva e Barack Obama, como a “define” Veloso napoleonicamente. A senadora é evangélica. Missionária da Assembléia de Deus. Líder informal dessa bancada temática no Congresso. Uma Sarah Palin, “à esquerda”. No Partido Verde milita um Sarney. A bióloga Cláudia Magalhães denunciou (Época, 21 de maio de 2008) que, quando Ministra, promovia rezas evangélicas em seu gabinete e discriminava outras religiões. Relata que ela ganhou uma carranca no Festival Ecocultural do São Francisco, em Brasília, e se recusou a receber o presente, deixando a festa. Magalhães conclui: “Foi quando eu comecei a ver que a fé dela esbarra em sua atuação política”. Magalhães informa que a Ministra tinha “um Pastor particular”, chamado Roberto Vieira, que recebia seus honorários pela Unesco.
A República foi proclamada há cem anos: religião não pode se confundir com Estado. A fé não deve “bloquear” a ciência, embora, com diz Gil, “ela não costume faiá”. O tema do resgate do meio ambiente – central para humanidade – não qualifica por si só Marina Silva a ser presidente do Brasil. Seria interessante que Veloso tivesse estudado “direito”, nos dois sentidos. Veloso é um personagem "old fashion", que ainda se sente como “antena da raça”, que se atribui o papel de porta-voz da sociedade – parece viver congelado no espírito messiânico dos anos 1960, do qual foi, relativamente, beneficiário à revelia, como o tempo revelou. Enfim, como todos sabemos, Veloso – haja vista sua amizade com Juca Ferreira e com Gil – é chegado numa “igreja”. Cucurucu, Palomaaaaa!